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China além da Grande Muralha: experiências de um dos países mais surpreendentes do mundo

  • 4 de setembro de 2026 às 10:17:44
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  • 4 de setembro de 2026
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Quando se fala em viajar pela China, a Grande Muralha costuma ser uma das primeiras imagens que aparecem. 

Entretanto, basta olhar para além de Pequim para encontrar um país com paisagens que parecem pertencer a mundos diferentes.

Então, vamos descobrir essas mudanças de cenário ao longo de um mesmo roteiro pela China?

Zhangjiajie: o mundo de Avatar na vida real

No Parque Nacional Florestal de Zhangjiajie, na província de Hunan, enormes pilares de arenito se elevam entre vales cobertos por vegetação. 

As formações inspiraram as montanhas flutuantes de Avatar e criam uma paisagem que parece saída de uma obra de ficção.

Por exemplo, o Elevador Bailong leva os visitantes a mais de 300 metros de altura pela face da montanha. Para quem gosta de testar os limites, as pontes de vidro suspensas acrescentam outro desafio ao passeio.

Jiuzhaigou: lagos que parecem ter sido pintados

Na província de Sichuan, na borda do planalto tibetano, o Parque Nacional de Jiuzhaigou apresenta uma China muito diferente daquela encontrada nas grandes cidades.

Os lagos do vale chamam atenção pela transparência e pelas tonalidades que passam pelo azul-turquesa e pelo verde-esmeralda. Nesse ínterim, a água reflete as montanhas como um espelho. Cachoeiras em diferentes níveis completam a paisagem.

O vale também preserva a presença das comunidades tibetanas locais. Dessa maneira, suas tradições fazem parte da relação construída com o território, que possui grande importância ecológica.

Chengdu: pandas, chá e uma cozinha que marcou a cidade

Chengdu apresenta uma faceta mais tranquila da China. 

A cidade é conhecida pela Base de Pesquisa de Procriação do Panda Gigante, onde os visitantes podem observar os animais em um ambiente dedicado à conservação e à pesquisa.

Depois da visita, vale conhecer outra tradição local: as casas de chá.

A gastronomia também merece espaço no roteiro. Só para exemplificar, a culinária de Sichuan é famosa pelo uso da pimenta e do málà, combinação que provoca uma sensação de ardência e dormência na boca.

Hangzhou e Wuzhen: onde a China antiga encontra o futuro

Hangzhou reúne duas imagens que parecem pertencer a épocas diferentes.

O Lago Oeste inspirou poetas e pintores durante séculos. Sem dúvida, seus jardins, pontes e caminhos junto à água formam um dos cenários mais conhecidos da cidade.

A cerca de uma hora de Hangzhou, Wuzhen apresenta outro retrato da China tradicional. 

Canais atravessam a cidade e passam sob antigas pontes de pedra. Por outro lado, casas construídas junto à água preservam a arquitetura das antigas cidades comerciais do país.

Ao mesmo tempo, Hangzhou se tornou um dos grandes centros tecnológicos chineses e abriga a sede do Alibaba.

Guilin e o Rio Li: a paisagem que foi parar na nota de 20 yuan

As montanhas cársticas que acompanham o Rio Li estão entre as paisagens mais reconhecidas da China.

O passeio pelo rio permite observar os picos surgindo em sequência ao longo das margens. Seja como for, a cena é tão emblemática que aparece na cédula de 20 yuan.

Para conhecer essa paisagem de outra perspectiva, existem passeios em embarcações tradicionais de bambu. Em determinados pontos da região, a pesca com cormorões também preserva uma técnica antiga que se tornou parte da identidade local.

Dunhuang: um deserto marcado pela Rota da Seda

No noroeste da China, Dunhuang apresenta uma paisagem quase oposta à das florestas de Zhangjiajie.

A cidade cresceu como ponto importante da antiga Rota da Seda. Similarmente, as Cavernas de Mogao preservam pinturas e esculturas budistas produzidas ao longo de séculos, formando um dos conjuntos de arte religiosa mais importantes da Ásia.

Nas proximidades, as dunas do deserto de Gobi cercam o Lago Crescente, um pequeno corpo de água em meio à areia. Portanto, a combinação entre deserto, oásis e cavernas cria uma atmosfera singular.

Shenzhen: uma cidade que parece ter vindo do futuro

Shenzhen oferece outro contraste impressionante.

Há poucas décadas, a região tinha características de uma vila de pescadores. Hoje, tornou-se um dos maiores centros tecnológicos da China e ganhou o apelido de “Silício da China”.

A transformação aparece na arquitetura. Arranha-céus iluminados ocupam o horizonte e grandes painéis de LED mudam a paisagem urbana durante a noite. Drones também fazem parte do cotidiano tecnológico da cidade.

O uso de pagamentos digitais reforça essa impressão. O QR Code está presente em uma parcela enorme das transações e tornou o dinheiro físico muito menos necessário na rotina de muitos moradores.

Yunnan: uma China formada por muitas culturas

A província de Yunnan ajuda a quebrar a ideia de uma China culturalmente uniforme.

A região abriga diferentes grupos étnicos, entre eles os Hani e os Naxi. Essa diversidade aparece nas roupas tradicionais, nas festas e na arquitetura das comunidades.

Nos Terraços de Arroz de Honghe Hani, as plantações descem pelas encostas em centenas de níveis. Durante determinadas épocas do ano, a água transforma os terraços em grandes espelhos que refletem o céu.

Lijiang e Dali acrescentam ao roteiro duas cidades históricas marcadas pela arquitetura tradicional e pela presença das culturas locais.

Xi’an além dos Guerreiros de Terracota

Xi’an é famosa pelo Exército de Terracota, mas a cidade guarda outra história importante.

Durante séculos, a antiga capital esteve conectada às rotas comerciais que ligavam a China ao Ocidente. Essa circulação deixou marcas na cultura local, principalmente no Bairro Muçulmano.

A Grande Mesquita de Xi’an é um dos exemplos mais interessantes dessa mistura. Embora seja um espaço islâmico, sua arquitetura incorpora elementos tradicionais chineses.

Nas ruas do bairro, o visitante encontra especialidades como o roujiamo, um pão recheado com carne, e o macarrão biangbiang, preparado à mão.

Viajar de trem pela China também é parte da experiência

A rede de trens de alta velocidade chinesa permite atravessar grandes distâncias com rapidez, mas o trajeto também merece atenção. 

No percurso entre Pequim e Xi’an, por exemplo, as paisagens mudam enquanto o trem avança a mais de 300 km/h. 

O mesmo acontece em viagens que conectam Xangai a Hangzhou ou Chengdu a Chongqing, permitindo observar a mudança entre grandes centros urbanos e áreas rurais pela janela.

Para quem quer conhecer diferentes regiões do país na mesma viagem, o trem também facilita a combinação de cidades distantes. 

É possível sair de Xangai pela manhã e chegar a Hangzhou em cerca de uma hora, usando o restante do dia para conhecer a região do Lago Oeste.

E ainda há muito mais para descobrir!

Conhecer a China exige olhar além dos cartões-postais mais conhecidos. 

Suas regiões apresentam uma combinação diferente de paisagens, cultura e história, o que torna o planejamento decisivo para aproveitar bem o país.

Na TZ Viagens, nossos especialistas ajudam você a escolher as cidades e os trajetos mais adequados ao seu perfil, incluindo as conexões de trem que podem transformar a forma de conhecer a China. 

Envie sua mensagem agora mesmo!

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