O Japão que você ainda não conhece pode ser a parte mais surpreendente da viagem. Qual cidade incluir no seu roteiro pelo país? Tóquio e Kyoto costumam ocupar o centro dos roteiros turísticos, mas outras localidades oferecem perspectivas diferentes sobre a cultura japonesa.
Além disso, há cidades que preservam bairros históricos e ilhas que se tornaram referências da arte contemporânea, além de centros religiosos nas montanhas que revelam aspectos menos conhecidos do país.
Nesse sentido, a escolha depende do que você deseja vivenciar. A seguir, conheça cinco destinos que ampliam as possibilidades de uma viagem pelo Japão!
Kanazawa: jardins históricos e tradições japonesas

Primeiramente, sua jornada por Tóquio e Kyoto merece começar por um destino surpreendente.
Localizada na província de Ishikawa, Kanazawa é uma boa opção para quem se interessa pela cultura tradicional japonesa.
Seu patrimônio histórico ajuda a compreender a vida durante o período Edo, quando a cidade ganhou importância política e cultural.
Por exemplo, o Kenrokuen está entre os jardins tradicionais mais conhecidos do Japão. Seu paisagismo combina lagos e vegetação, criando perspectivas que mudam conforme a estação.
A disposição dos elementos revela princípios estéticos japoneses que valorizam a harmonia da paisagem.
Outro destaque é Higashi Chaya, antigo distrito de casas de chá que preserva construções de madeira. A área também abriga lojas de artesanato, incluindo produtos feitos com folha de ouro, uma especialidade local.
Assim, Kanazawa é indicada para quem deseja conhecer as tradições japonesas por meio de sua arquitetura histórica. A cidade também pode integrar um percurso entre Tóquio e Kyoto, com acesso pelo trem-bala Hokuriku Shinkansen.
Takayama: arquitetura preservada no interior japonês

Na região montanhosa de Hida, Takayama revela aspectos da vida no interior do Japão.
Seu centro histórico conserva construções tradicionais que ajudam a compreender a história local.
Ruas históricas de Sanmachi Suji
Sanmachi Suji reúne edifícios de madeira e estabelecimentos comerciais instalados em construções antigas. Ao caminhar pela área, o visitante encontra características arquitetônicas que remetem ao passado mercantil da cidade.
Casas tradicionais de Hida
Para conhecer a arquitetura regional, vale visitar Hida no Sato, um museu a céu aberto que reúne casas históricas transferidas de diferentes localidades.
Os edifícios mostram como as construções foram adaptadas ao clima das montanhas, com telhados inclinados que facilitam o escoamento da neve.
Festivais e cultura regional
De fato, Takayama recebe festivais tradicionais conhecidos por seus carros alegóricos elaborados. Como as celebrações ocorrem em períodos específicos do ano, vale consultar o calendário antes de planejar a visita.
A cidade é uma opção para quem deseja explorar a história regional japonesa longe dos grandes centros urbanos.
Ainda assim, como os deslocamentos entre Takayama e outras localidades dos Alpes Japoneses podem ser demorados, reserve um período adequado para percorrer a região.
Naoshima: uma ilha dedicada à arte contemporânea

No mar Interior de Seto, Naoshima tornou-se uma referência internacional para quem aprecia arte contemporânea.
Ao mesmo tempo, a ilha reúne museus e projetos arquitetônicos que integram as obras à paisagem costeira.
Entre os destaques estão:
- Museu de Arte Chichu: projetado pelo arquiteto Tadao Ando, abriga obras de Claude Monet e utiliza a luz natural como parte da experiência artística.
- Abóbora amarela: escultura criada por Yayoi Kusama, tornou-se uma das imagens mais conhecidas da ilha.
- Art House Project: iniciativa que transforma casas antigas em espaços de exposição, aproximando a produção contemporânea da comunidade.
O acesso é feito por balsa, com saídas de portos como Takamatsu, na província de Kagawa, ou Uno, em Okayama.
Como os museus possuem calendários próprios de funcionamento, consulte os horários antes de organizar o percurso.
Portanto, Naoshima merece atenção de quem deseja dedicar parte da viagem à arte contemporânea.
No entanto, para visitar as principais atrações, considere as distâncias entre os espaços expositivos e o tempo necessário para percorrer a ilha.
Nikko: templos históricos em meio às montanhas

A cerca de duas horas de Tóquio, Nikko permite conhecer o patrimônio religioso japonês em uma área cercada por florestas.
A região também abriga atrações naturais que podem ampliar a visita.
Santuário Toshogu e patrimônio religioso
Dedicado a Tokugawa Ieyasu, figura central da história japonesa, o Santuário Toshogu é um dos principais pontos de visitação de Nikko.
Sua ornamentação detalhada chama a atenção de quem percorre o complexo, que integra o conjunto de santuários e templos reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Lagos, cachoeiras e paisagens sazonais
Por outro lado, o lago Chuzenji e a cachoeira Kegon estão entre os destaques naturais da região.
Durante o outono, a mudança das cores da vegetação atrai visitantes interessados nas paisagens da estação, período em que a procura por passeios costuma aumentar.
Afinal, Nikko é uma alternativa para quem deseja conhecer a história religiosa japonesa sem se afastar muito de Tóquio.
Para incluir as atrações naturais no roteiro, considere uma estadia mais longa, pois elas estão distribuídas por diferentes áreas.
Koyasan: hospedagem em templos budistas

Nas montanhas da província de Wakayama, Koyasan é um importante centro do budismo Shingon, tradição estabelecida no Japão no início do século IX.
Nesse contexto, a localidade reúne templos ativos e espaços dedicados à prática religiosa, atraindo peregrinos e visitantes interessados na espiritualidade japonesa.
Uma experiência característica é a hospedagem em um shukubo, nome dado às acomodações oferecidas por templos budistas.
Dependendo do estabelecimento, os hóspedes podem participar da cerimônia matinal ou experimentar a shojin ryori, culinária vegetariana tradicional associada à prática budista.
O cemitério de Okunoin também merece atenção. Seus caminhos atravessam uma área de cedros e conduzem ao mausoléu associado a Kobo Daishi, fundador da tradição religiosa ligada a Koyasan. O local está entre os espaços espirituais mais conhecidos do Japão.
A hospedagem em templos é indicada para quem deseja conhecer de perto a prática budista, respeitando as regras de cada comunidade. Como as atividades variam conforme o estabelecimento, confirme a disponibilidade antes de reservar.
O acesso envolve conexões de trem e teleférico a partir da região de Osaka. Desse modo, consulte os horários de transporte ao definir o deslocamento.
Um único país, muitas formas de descobrir sua cultura
Em síntese, explorar outras localidades do Japão permite adaptar o roteiro aos seus interesses.
A combinação entre destinos em Tóquio e Kyoto depende do tempo disponível e das distâncias envolvidas.
Em uma primeira viagem, incluir uma localidade além de Tóquio e Kyoto amplia o contato com a cultura japonesa. Para quem retorna ao país, esses lugares revelam perspectivas diferentes sobre uma cultura que vai muito além dos roteiros mais conhecidos.
A TZ Viagens pode ajudar a definir um roteiro pelo Japão de acordo com suas preferências, considerando as conexões entre as cidades e o período disponível para a viagem.
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