Há destinos que pedem pouco esforço para se compreender… E há destinos como o Marrocos, que só revelam sua essência quando vividos por inteiro.
A TZ Viagens realizou neste mês uma viagem técnica de capacitação (a “Famtour”), para agentes da rede, em parceria com a Exotic Tours e a operadora BRT.
E com um objetivo claro: aprofundarmos cada detalhe da experiência que desejamos entregar aos nossos viajantes. Não fomos apenas observar: fomos sentir, testar, ajustar rotas, comparar serviços, viver como o cliente vive.
Por conseguinte, compartilhamos o percurso que fizemos, com impressões vividas no local e uma visão clara do que cada etapa ensina sobre o destino.
Dia 1 – Chegada à Casablanca

Nossa experiência começou em Casablanca, mas de formas ligeiramente diferentes dentro do grupo.
Ou seja, parte viajou com a Royal Air Maroc e chegou na véspera, com uma noite extra na cidade.
Ficamos hospedados no DoubleTree by Hilton, um cinco estrelas que nos recebeu com conforto, bons quartos, serviço atencioso e uma gastronomia que já entregou o padrão que queremos oferecer aos nossos clientes.
Dia 2 – Casablanca, Rabat, Meknes e Fez
O segundo dia já mostrou o peso histórico e simbólico do destino.
Casablanca

Em Casablanca, começamos pela monumental Mesquita Hassan II. O minarete de 210 metros (o mais alto do país) impressiona à distância, mas é dentro do complexo que a grandiosidade se revela.
Nesse ínterim, indo além de toda a beleza arquitetônica, há um detalhe importante: é a única mesquita do país aberta a não muçulmanos, com visitas guiadas fora dos horários de oração.
Seguimos com um percurso panorâmico pela Corniche e pelo bairro de Anfa, onde a Casablanca moderna se apresenta: mar, avenidas largas, cafés, prédios contemporâneos.
Rabat

Logo depois, partimos para Rabat, a capital política. A cidade é classificada pela UNESCO e combina um ar mais ordenado com belos marcos históricos.
No Kasbah dos Udayas, as ruas azuis e brancas se abrem para vistas lindas do Atlântico.
Ademais, a inacabada Torre Hassan e o Mausoléu de Mohammed V contam a história da dinastia alauita com uma sobriedade elegante.
Meknes
A próxima parada foi Meknes, antiga capital fundada pelos berberes e transformada no século XVII pelo sultão Moulay Ismail.
As muralhas extensas, os antigos palácios e a monumental porta Bab Mansour, com seus mosaicos e entalhes, entregam aquela sensação de grandiosidade imperial.
Em seguida, depois de uma visita panorâmica ao centro histórico, seguimos rumo a Fez, nossa primeira cidade imperial base.
Dia 3 – Fez: tradição, saber e artesanato em escala real

Em outras palavras, Fez é uma aula viva de história urbana.
A cidade preserva duas medinas antigas e é considerada uma das maiores áreas urbanas exclusivamente pedonais do mundo.
Em Fes el-Bali, Patrimônio Mundial, está a Universidade Al-Qarawiyyin, fundada em 857. Dessa forma, é reconhecida como a instituição de ensino superior mais antiga em funcionamento contínuo.
Caminhar pela medina é navegar por séculos de cultura. Visitamos a Medersa Bou Anania, com seus detalhes em madeira, gesso e azulejos; a fonte Nejjarine.
Bem como o famoso bairro dos curtidores, onde ainda se tingem peles de forma artesanal, em tanques coloridos ao ar livre.
O almoço foi livre, oportunidade perfeita para provar um bom tajine, uma pastilla saborosa e sentir a gastronomia local. À tarde, seguimos explorando mercados e bairros de artesãos.
Dia 4 – Do frescor de Ifrane ao nascer do sol em Erg Chebbi
No quarto dia, deixamos Fez rumo ao interior. Portanto, nossa primeira parada foi Ifrane, a chamada “Suíça de Marrocos”.
Construída nos anos 1930 pelos franceses, a cidade fica a 5.460 pés de altitude, com casas de telhado vermelho, jardins floridos e cedros que criam um clima alpino.
Seguimos pela floresta de cedros até Midelt e cruzamos o vale de Errachidia, até chegar a Erfoud, conhecida como porta do deserto.
No caminho, tivemos uma surpresa que marcou o grupo: encontramos os macacos-de-Barbária (Macaca sylvanus), vivendo livres nas florestas de cedro na região de Azrou.

À noite, chegamos ao nosso acampamento em Merzouga. Dormimos em tendas confortáveis, com todas as comodidades.

No dia seguinte, ao amanhecer, fizemos o passeio de dromedário pelas dunas de Erg Chebbi para assistir ao nascer do sol sobre o Saara.
Dia 5 – Erfoud, Rissani, Gargantas do Todra e Ouarzazate
Do deserto, seguimos a Rissani, berço da dinastia alaouita, e dali para as Gargantas do Todra, no Alto Atlas.
As paredes rochosas chegam a 300 metros de altura e, em alguns pontos, o desfiladeiro estreita para apenas 30 metros.
Nesse sentido, parte da famosa “Rota das Mil Kasbahs”, onde o verde dos oásis contrasta de forma dramática com o ocre do deserto.
Após o almoço, percorremos a estrada panorâmica até Ouarzazate, observando kasbahs, palmeirais e pequenas vilas.
Dia 6 – Ouarzazate, Ait Ben Haddou e a travessia do Atlas até Marrakech

Ouarzazate faz jus ao apelido de “Hollywood de África”. Os estúdios de cinema atraem produções internacionais há décadas, e a cidade ganhou fama mundial por isso.
Situada na região de Draa-Tafilalet, na porta do deserto, ela é cercada por montanhas, oásis e kasbahs.
Visitamos a Kasbah Taourirt e seguimos rumo ao Ksar de Ait Ben Haddou, conjunto de construções de terra protegidas por muralhas.
Esse ksar mantém a arquitetura tradicional do Saara e é Patrimônio Mundial desde 1987. Não por acaso, serviu de cenário para filmes como Lawrence da Arábia, Gladiador e episódios de Game of Thrones.
Depois, cruzamos o Col de Tizi n’Tichka, nos Montes Atlas, em uma estrada cheia de curvas e vistas impressionantes, até chegar a Marrakech no fim da tarde.
Dia 7 – Marrakech, a cidade vermelha em movimento

Marrakech, a “cidade vermelha”, nos surpreendeu com seus contrastes.
Começamos pelo Minarete da Mesquita Koutoubia, do século XII, que com seus 77 metros domina o horizonte e permanece como a estrutura mais alta da cidade.
Seguimos para os Jardins da Menara, com seu grande lago refletindo o pavilhão e as oliveiras. Incluímos ainda o Palácio da Bahia, com seus salões e pátios ricamente decorados.


O ponto alto social foi a visita ao souk e à Praça Jemaa el-Fna, declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco. É ali que contadores de histórias, músicos, encantadores de serpentes e cozinheiros transformam a praça num verdadeiro teatro ao ar livre.
Para quem deseja ficar mais tempo, Marrakech oferece ainda o Museu Yves Saint Laurent, o Jardim Majorelle e excursões ao Vale do Ourika, que completam muito bem a estadia.
Dia 8 – Retorno e possibilidades de extensão no Marrocos

No oitavo dia, retornamos à Casablanca para o voo de volta.
Mas a experiência deixou claro algo que agora recomendamos com convicção: vale a pena chegar um ou dois dias antes a Casablanca e/ou acrescentar noites em Marrakech.
Isso permite aproveitar museus, spas, compras e cafés com calma, já que o roteiro principal é repleto de conteúdo.
Aprendizagens e benefícios para a rede
Essa imersão foi mais do que um reconhecimento de destino: foi uma oportunidade de testar, ajustar e aperfeiçoar nossa entrega.
Continue lendo para saber as principais percepções:
- Reafirmamos a importância de sugerir noites extras antes e depois do circuito, para garantir ritmo confortável ao viajante;
- Entendemos, na prática, o equilíbrio ideal entre visitas guiadas e tempo livre, algo essencial para que cada cliente viva o Marrocos no seu próprio compasso;
- Validamos hotéis, acampamentos, restaurantes e serviços, garantindo que cada parceiro entregue padrão internacional, sem dispensar a identidade local;
- Reforçamos os diferenciais culturais que mais encantam nossos viajantes: a mesquita aberta a não muçulmanos, a profundidade histórica de Fez, a experiência transformadora do deserto, as paisagens cinematográficas do Atlas;
- Consolidamos conhecimento técnico que se traduz em consultoria refinada, segura e completamente personalizada.
Essa imersão não apenas nos prepara melhor. Ela eleva o nível de toda a rede TZ e fortalece o compromisso de entregar viagens inesquecíveis.
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