Cinque Terre é aquele tipo de lugar que parece cenário de filme.
Vilas coloridas penduradas em penhascos.
Trilhas com vista para o mar.
Vinhedos em terraços. Trens que entram e saem de túneis escavados na rocha.
Porém, para além das fotos de cartão-postal, a região exige um mínimo de planejamento – sobretudo para quem vai pela primeira vez.
Portanto, este guia é para isso: descubra o que é Cinque Terre, como chegar, como circular, o que esperar de cada vila e quais são os cuidados que tornam a experiência bem mais agradável.
O que é Cinque Terre e onde fica

Cinque Terre é um trecho de cerca de 18 km da costa da Ligúria, no noroeste da Itália, entre as cidades de Levanto e La Spezia.
O nome se refere às “cinco terras”, ou seja, cinco vilas principais:
- Monterosso al Mare;
- Vernazza;
- Corniglia;
- Manarola
- Riomaggiore
Todas fazem parte de um parque nacional e de uma área protegida pela UNESCO, tanto pela paisagem quanto pela cultura local, marcada por séculos de pesca e viticultura em terrenos íngremes.
Apesar de pertencer à Ligúria, Cinque Terre fica bem próxima da Toscana, o que torna fácil incluí-la em roteiros que passam por Florença, Pisa, Lucca ou Gênova.
Como chegar a Cinque Terre
A base mais prática para quem está indo pela primeira vez é La Spezia, cidade maior, com boa oferta de hospedagem e a estação de trem que funciona como “porta de entrada” para as vilas.
Assim sendo, os trajetos mais comuns são:
- De Florença – trem com troca geralmente em Pisa ou direto para La Spezia, em torno de 2h30–3h;
- De Pisa – cerca de 1h20–1h40 de trem até La Spezia;
- De Gênova – aproximadamente 1h30–2h de trem.
Chegando a La Spezia, você embarca nos trens regionais que seguem até as cinco vilas.
Logo, em poucos minutos você já está em Riomaggiore, a primeira parada do parque.
Importante:
Não conte com o carro dentro de Cinque Terre. As estradas são estreitas, íngremes e os estacionamentos são poucos e caros, normalmente fora dos centros.
Por certo, o mais inteligente é deixar o carro em La Spezia ou Levanto e seguir de trem ou barco.
Como é cada vila
1 – Monterosso al Mare

É a vila mais “praieira” e estruturada.
Tem a maior faixa de areia da região na badalada Praia de Fegina, com guarda-sóis, cadeiras para alugar e um clima de balneário mais clássico. Por isso, costuma agradar quem quer passar um dia inteiro à beira-mar.
Monterosso é também boa base de hospedagem, com mais hotéis, restaurantes e lojinhas. Além disso, é ponto de partida de uma das caminhadas mais famosas: a trilha até Vernazza, com cerca de 1h30 de duração e vistas muito fotogênicas.
2 – Vernazza

Provavelmente a cena mais icônica de Cinque Terre é de Vernazza vista de cima, com o pequeno porto, a igreja Santa Margherita de Antiochia à beira d’água e as casas sobrepostas.
Seja como for, a vila tem um charme especial e costuma estar entre as favoritas dos viajantes.
O porto é um ótimo lugar para sentar, tomar um gelato e observar o movimento. Subindo um pouco pelos caminhos laterais a partir do Castello dei Doria, você encontra mirantes de onde é possível fazer fotos daquelas que parecem cartão-postal.
3 – Corniglia

Corniglia foge um pouco do padrão das demais.
É a única vila que não fica à beira-mar: está no alto de um promontório, cercada por vinhedos em terraços.
Em suma, isso significa duas coisas:
- a vista é diferente, mais ampla, com sensação de “mirante natural”, através da marina e do Terraço de Santa Maria;
- o acesso exige mais esforço (são 382 degraus entre a estação e o vilarejo, embora haja ônibus incluído no Cinque Terre Card)
Por receber menos visitantes que as outras, Corniglia tende a ser um pouco mais tranquila.
Com toda a certeza, ideal para quem aprecia passeios idílicos, sentar em um café com vista para o mar e observar a paisagem de cima. Aproveite a famosa trilha Sentiero Azurro.
4 – Manarola

Manarola é a vila que rende uma das fotos mais desejadas da viagem: as casas coloridas empilhadas na encosta, com o mar batendo nas pedras logo abaixo.
Ao seguir o caminho que contorna o penhasco em direção oposta ao centro, você encontra o ângulo clássico.
Apesar de pequena, Manarola tem bons bares, restaurantes e sorveterias com vista, além de áreas de pedra usadas para mergulhos no mar durante o verão – pela Via Antonio Discovolo, que é a principal rua da vila.
Sem dúvida, uma das vilas mais românticas para ver o pôr do sol batendo uma taça de Sciacchetrà, um vinho típico da região, no concorrido restaurante Nessum Dorma.
5 – Riomaggiore

Finalmente, é a primeira vila para quem chega de La Spezia e uma das mais inclinadas.
As casas sobem pela encosta, as ruelas são íngremes e o porto é pequeno, com barcos coloridos e uma enseada de pedras. A vista do horizonte no Castello di Riomaggiore é fascinante.
Riomaggiore é um bom ponto para quem quer sentir o clima “pescador” da região.
E, em períodos em que o trecho está aberto, é o início da famosa Via dell’Amore, o caminho costeiro que leva até Manarola. O percurso tem cerca de 1 km e foi todo escavado nas rochas.
Melhor época para visitar
- Primavera (abril a junho): clima agradável, flores nos terraços e vilas ainda não tão cheias quanto em julho e agosto. Dessa forma é uma das melhores épocas;
- Verão (julho e agosto): muito calor, mar perfeito para banho – mas lotação máxima, preços mais altos e trens cheios;
- Outono (setembro e outubro): temperaturas mais amenas, mar ainda convidativo em setembro e movimento reduzindo aos poucos;
- Inverno (novembro a março): clima mais frio, alguns serviços limitados, menos barcos em operação e ambiente bem mais tranquilo.
Se a ideia é caminhar, fazer trilhas e explorar as vilas com mais conforto, primavera e início de outono são escolhas bem acertadas.
Quantos dias ficar
Dá para fazer um “gostinho” de Cinque Terre em um bate-volta a partir de La Spezia ou Pisa? Dá. Mas será corrido.
Para uma primeira vez, um bom equilíbrio costuma ser:
- 2 dias inteiros: suficiente para visitar todas as vilas com calma, fazer ao menos um trecho de trilha e curtir um pôr do sol sem pressa;
- 3 dias ou mais: a opção correta para repetir as vilas que você mais gostar, relaxar na praia de Monterosso, encaixar uma trilha mais longa ou incluir Portovenere no roteiro.
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